Nós "temos de", "temos de", "temos de"... Mas "eles p(f)odem tudo", "eles p(f)odem tudo", "eles p(f)odem tudo"...
O povo que viva do desperdício (restos) dos "intocáveis", que vivem de nós (escravos) e ainda troça de nós com este tipo de caridade/solidariedade da bilharda (que o próprio estado financia). Na qual, pessoas/entidades (na maioria) se fazem passar por "Papas" da solidariedade e caridade, extremamente preocupadas com a crise/pobreza/fome mas, na realidade, nada fazem para atingir a raiz deste flagelo, por forma a evitá-lo!
Não o fazem, porque não necessitam, porque se sentem impotentes (então, como nos sentiremos nós ou os necessitados...), ou simplesmente, porque preferem ir aparecendo em acções de beneficência, para poderem desfilar todo o seu potencial de marketing e sacar mais umas "coroas" (directa ou indirectamente, no presente ou futuro - não vivêssemos nós, numa sociedade capitalista), aproveitando-se da imagem, notoriedade, empresa que possuí, cargo que desempenha (ou quer desempenhar), ou, tendo em vista "interesses superiores" (e normalmente muito pessoais - podendo ou não, haver, uma "pitada" de interesses corporativos comuns)...
Quanto gastamos para apoiar os 3M de pobres em Portugal?
Desde subsídios, isenções, cantinas sociais (que brotam como cogumelos), alojamentos sociais, entidades/associações de solidariedade, misericórdias... Será apenas o voluntariado, que sustenta todas estas organizações (se bem que já existe o chamado voluntariado público-privado(?) - imaginem se tiverem o mesmo tipo de gestão das PPP!)?
Grande parte do dinheiro, vem de onde não o temos, ou seja do estado. Claro que as corporações também ajudam, nem que seja para lavagens de dinheiro ou benefícios fiscais, etc (ou pontualmente até por boa vontade)...
Quero com isto dizer que o Estado devia deixar de apoiar as pessoas nesta situação? Não, claro que não. Mas, acima de tudo, NÃO devia deixar que se chegasse a este ponto! Nem ficar dependente, nem fazer as pessoas depender, de associações/organizações/entidades manhosas, que existem e proliferam, cada vez mais. Onde verdadeiros voluntários, depositam o pouco que têm (tempo, esforço, dinheiro) para alimentar o ego e interesses dos cabecilhas (pensando estar a ajudar efectivamente).
Não digo que este tipo de instituições sejam todas assim, mas...
O Estado, andou a cortar salários, despedir funcionários públicos, fechar serviços de proximidade (...) e com o que poupou, vai gastar noutras instituições noutros "cabecilhas" que por lá moram... Ainda vai chegar o tempo, em que o estado irá pagar dívidas, que essas próprias instituições criarão, pelos mais variados motivos (se não terá já acontecido)! Enfim.
Fala-se, que o desemprego, é o maior responsável por tudo isto! Mas, todos sabemos, que há quem trabalhe e não consiga ganhar para cobrir as despesas. E já nem falo de quem contraiu empréstimos! Falo de pessoas que, pouparam toda a vida, não recorrendo ao crédito e estão com a corda na garganta!
E ainda querem baixar mais os salários? Querem fazer de Portugal a China da Europa? Então que importem "escravos" de África (com o devido respeito) como no passado, para alimentar a indústria que querem criar! E, daqui a uns anos, 85% dessa indústria deslocar-se-á para outro ponto do planeta e os problemas, sem espanto, regressarão!
"Portugal não se pode dar ao desperdício". Portugal!? AHHAAHAH!!! Ou serão, por aí, cerca de 500mil portugueses(?)?
"É tempo para acordar", cantam eles! Pois, é. Mais que tempo! Ou melhor, "já ontem era tarde"! Mas, não só pelo desperdício! Se os 3M de pobres desperdiçassem, onde estariam hoje eles!? Se a mensagem, era para sensibilizar quem desperdiça, mais valia enviarem o vídeo por mail, para as pessoas/organizações em questão! Já é altura de aprenderem a definir o chamado "público-alvo"! Não se dispersem, ou os objectivos da vossa "campanha" não serão atingidos. E isso seria um DESPERDIÇO!
Mas, sigamos o vosso apelo.
Então, aí estão um conjunto de acções, que devemos protagonizar para evitar o desperdício:
- "Temos de" deixar de pagar impostos (já que o estado é o maior despesista);
- "Temos de" deixar de depositar dinheiro nos bancos (já que eles não são sustentáveis, nem fiáveis);
- "Temos de"...
Oh, esqueçam!
Por mais que queiramos ser auto-suficientes, eficientes, poupados, solventes ou sustentáveis (...), já sabem: "eles "p(f)odem tudo"! Portanto, não se iludam. Mesmo que a situação melhore um pouco, quando "derem por ela", já estamos novamente na mesma.
Estão, por ventura, a imaginar um ciclo fechado e infinito? É a vossa/minha vida actual... Porque contribuímos para ela!
Agora pergunto: será que vocês não se cansam de ordenhar, ordenhar, ordenhar e cada vez, terem mais falta de leite em casa!? Já para não referir a falta da própria casa, carro, trabalho, saúde...
Não tenham dúvidas, o povo é quem mais ordenha! E que beneficia com isso? Pouco, muito pouco... O mínimo, para que não deixemos de ordenhar em definitivo. É que o leite, não pode faltar na casa dos 500mil...
Poupar é (enquanto o aumento de impostos e cortes nos salários permitirem), nada mais que, remendar. Remendar, é adiar a solução. A solução, já se viu, não pode ser a do "costume", ou seja, voltar ao início do ciclo... Então, só nos resta uma opção: a MUDANÇA!
Este sistema económico/financeiro/político é, em todos os aspectos, viciado, caduco e insustentável!
Não espere que o governo resolva os problemas, nunca acontecerá! Como Giodano Bruno afirmou, "pedir a quem tem os poderes que reforme o poder... Que ingenuidade a minha..."
Adiar o inevitável (por demora, numa intervenção profunda, com apoio maioritário) é, simplesmente, o prolongar do sofrimento sob forma de castigo, que, diga-se de passagem, estamos a fazer por merecer...
O povo que viva do desperdício (restos) dos "intocáveis", que vivem de nós (escravos) e ainda troça de nós com este tipo de caridade/solidariedade da bilharda (que o próprio estado financia). Na qual, pessoas/entidades (na maioria) se fazem passar por "Papas" da solidariedade e caridade, extremamente preocupadas com a crise/pobreza/fome mas, na realidade, nada fazem para atingir a raiz deste flagelo, por forma a evitá-lo!
Não o fazem, porque não necessitam, porque se sentem impotentes (então, como nos sentiremos nós ou os necessitados...), ou simplesmente, porque preferem ir aparecendo em acções de beneficência, para poderem desfilar todo o seu potencial de marketing e sacar mais umas "coroas" (directa ou indirectamente, no presente ou futuro - não vivêssemos nós, numa sociedade capitalista), aproveitando-se da imagem, notoriedade, empresa que possuí, cargo que desempenha (ou quer desempenhar), ou, tendo em vista "interesses superiores" (e normalmente muito pessoais - podendo ou não, haver, uma "pitada" de interesses corporativos comuns)...
Quanto gastamos para apoiar os 3M de pobres em Portugal?
Desde subsídios, isenções, cantinas sociais (que brotam como cogumelos), alojamentos sociais, entidades/associações de solidariedade, misericórdias... Será apenas o voluntariado, que sustenta todas estas organizações (se bem que já existe o chamado voluntariado público-privado(?) - imaginem se tiverem o mesmo tipo de gestão das PPP!)?
Grande parte do dinheiro, vem de onde não o temos, ou seja do estado. Claro que as corporações também ajudam, nem que seja para lavagens de dinheiro ou benefícios fiscais, etc (ou pontualmente até por boa vontade)...
Quero com isto dizer que o Estado devia deixar de apoiar as pessoas nesta situação? Não, claro que não. Mas, acima de tudo, NÃO devia deixar que se chegasse a este ponto! Nem ficar dependente, nem fazer as pessoas depender, de associações/organizações/entidades manhosas, que existem e proliferam, cada vez mais. Onde verdadeiros voluntários, depositam o pouco que têm (tempo, esforço, dinheiro) para alimentar o ego e interesses dos cabecilhas (pensando estar a ajudar efectivamente).
Não digo que este tipo de instituições sejam todas assim, mas...
O Estado, andou a cortar salários, despedir funcionários públicos, fechar serviços de proximidade (...) e com o que poupou, vai gastar noutras instituições noutros "cabecilhas" que por lá moram... Ainda vai chegar o tempo, em que o estado irá pagar dívidas, que essas próprias instituições criarão, pelos mais variados motivos (se não terá já acontecido)! Enfim.
Fala-se, que o desemprego, é o maior responsável por tudo isto! Mas, todos sabemos, que há quem trabalhe e não consiga ganhar para cobrir as despesas. E já nem falo de quem contraiu empréstimos! Falo de pessoas que, pouparam toda a vida, não recorrendo ao crédito e estão com a corda na garganta!
E ainda querem baixar mais os salários? Querem fazer de Portugal a China da Europa? Então que importem "escravos" de África (com o devido respeito) como no passado, para alimentar a indústria que querem criar! E, daqui a uns anos, 85% dessa indústria deslocar-se-á para outro ponto do planeta e os problemas, sem espanto, regressarão!
"Portugal não se pode dar ao desperdício". Portugal!? AHHAAHAH!!! Ou serão, por aí, cerca de 500mil portugueses(?)?
"É tempo para acordar", cantam eles! Pois, é. Mais que tempo! Ou melhor, "já ontem era tarde"! Mas, não só pelo desperdício! Se os 3M de pobres desperdiçassem, onde estariam hoje eles!? Se a mensagem, era para sensibilizar quem desperdiça, mais valia enviarem o vídeo por mail, para as pessoas/organizações em questão! Já é altura de aprenderem a definir o chamado "público-alvo"! Não se dispersem, ou os objectivos da vossa "campanha" não serão atingidos. E isso seria um DESPERDIÇO!
Mas, sigamos o vosso apelo.
Então, aí estão um conjunto de acções, que devemos protagonizar para evitar o desperdício:
- "Temos de" deixar de pagar impostos (já que o estado é o maior despesista);
- "Temos de" deixar de depositar dinheiro nos bancos (já que eles não são sustentáveis, nem fiáveis);
- "Temos de"...
Oh, esqueçam!
Por mais que queiramos ser auto-suficientes, eficientes, poupados, solventes ou sustentáveis (...), já sabem: "eles "p(f)odem tudo"! Portanto, não se iludam. Mesmo que a situação melhore um pouco, quando "derem por ela", já estamos novamente na mesma.
Estão, por ventura, a imaginar um ciclo fechado e infinito? É a vossa/minha vida actual... Porque contribuímos para ela!
Agora pergunto: será que vocês não se cansam de ordenhar, ordenhar, ordenhar e cada vez, terem mais falta de leite em casa!? Já para não referir a falta da própria casa, carro, trabalho, saúde...
Não tenham dúvidas, o povo é quem mais ordenha! E que beneficia com isso? Pouco, muito pouco... O mínimo, para que não deixemos de ordenhar em definitivo. É que o leite, não pode faltar na casa dos 500mil...
Poupar é (enquanto o aumento de impostos e cortes nos salários permitirem), nada mais que, remendar. Remendar, é adiar a solução. A solução, já se viu, não pode ser a do "costume", ou seja, voltar ao início do ciclo... Então, só nos resta uma opção: a MUDANÇA!
Este sistema económico/financeiro/político é, em todos os aspectos, viciado, caduco e insustentável!
Não espere que o governo resolva os problemas, nunca acontecerá! Como Giodano Bruno afirmou, "pedir a quem tem os poderes que reforme o poder... Que ingenuidade a minha..."
Adiar o inevitável (por demora, numa intervenção profunda, com apoio maioritário) é, simplesmente, o prolongar do sofrimento sob forma de castigo, que, diga-se de passagem, estamos a fazer por merecer...
Rui Correia
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